ISO 27001
Certificação ISO 27001
A certificação ISO 27001 comprova que a empresa tem um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI) que identifica riscos, aplica controles e é auditado de forma independente.
A Qualimaster é uma consultoria. A certificação é concedida por organismos de certificação acreditados.
O que entregamos na preparação para a ISO 27001
- Diagnóstico de lacunas frente às cláusulas 4 a 10 e ao Anexo A
- Definição do escopo do SGSI: unidades, sistemas, processos e fornecedores incluídos
- Metodologia e inventário de análise de riscos, com o plano de tratamento
- Declaração de Aplicabilidade com a justificativa de cada controle
- Política de segurança da informação e políticas de apoio que a equipe consegue cumprir
- Programa de conscientização e treinamento, com registro
- Auditoria interna do SGSI e preparação da análise crítica pela direção
- Acompanhamento das auditorias de estágio 1 e estágio 2
Quem emite o certificado é um organismo de certificação acreditado; a Qualimaster estrutura o SGSI, treina a equipe, faz a auditoria interna e acompanha a auditoria de certificação.
Na maior parte dos projetos que recebemos, a ISO/IEC 27001 entra na pauta porque um cliente pediu. Uma empresa de software disputa um contrato com banco, uma operadora de saúde manda um questionário de segurança ao fornecedor, uma multinacional exige o certificado para homologar um prestador de serviços de dados. A pergunta que chega é quase sempre a mesma: o que precisamos fazer para ter o certificado e em quanto tempo.
A resposta começa por separar dois papéis. A consultoria ajuda a empresa a montar e colocar em uso o sistema de gestão. O organismo de certificação, acreditado e independente da consultoria, audita esse sistema e decide se emite o certificado. Nesta página explicamos a norma, as etapas até a auditoria, a documentação exigida, o que pesa no prazo e no custo e como a ISO 27001 se relaciona com a LGPD.
O que é a norma ISO 27001?
A ISO/IEC 27001 é a norma internacional que define os requisitos de um sistema de gestão de segurança da informação, publicada em conjunto pela ISO e pela IEC. Ela é a única norma da família 27000 que pode ser certificada; as outras, como a ISO/IEC 27002, dão orientação para aplicar os controles.
A norma não manda comprar um firewall específico nem exige uma ferramenta. Ela pede que a empresa entenda quais informações precisa proteger, avalie os riscos a que estão expostas, escolha controles proporcionais a esses riscos e prove, com registros, que o sistema funciona e melhora. Por isso vale tanto para uma startup de SaaS com vinte pessoas quanto para um data center ou um hospital.
O texto tem duas partes. As cláusulas 4 a 10 são os requisitos do sistema de gestão, com a mesma estrutura da ISO 9001 e da ISO 14001. O Anexo A é a lista de controles de referência que a empresa compara com os seus riscos.
O que é o SGSI?
O SGSI é o conjunto de políticas, processos, responsabilidades e controles que a empresa usa para gerir a segurança da informação dentro de um escopo definido. Ele não é um departamento nem um software: é a forma organizada de decidir o que proteger, como proteger e como verificar se a proteção está funcionando.
Quais são os três pilares da ISO 27001?
Os três pilares são confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação. Toda análise de risco do SGSI pergunta o que acontece se um deles falhar.
- Confidencialidade: a informação só é acessada por quem tem autorização, como dados de clientes, código-fonte e contratos.
- Integridade: a informação está correta e completa, sem alteração indevida, como um saldo, um prontuário ou uma configuração de produção.
- Disponibilidade: a informação e os sistemas estão acessíveis quando o negócio precisa, inclusive depois de uma falha ou de um ataque.
Importância da certificação ISO 27001
A importância da certificação está em substituir promessas por evidência auditada. Sem ela, cada cliente manda o seu questionário de segurança, pede reuniões e quer ver políticas; com ela, boa parte dessas perguntas é respondida pelo certificado e pelo escopo que ele cobre.
Nas implantações que fazemos, os ganhos que as empresas mais citam depois do primeiro ciclo são estes:
- Acesso a contratos e licitações que exigem o certificado do fornecedor
- Menos tempo gasto respondendo questionários de segurança de clientes
- Riscos de segurança conhecidos pela direção, com dono e prazo de tratamento
- Resposta a incidentes ensaiada, em vez de improvisada no dia do problema
- Controle sobre fornecedores e serviços em nuvem que tratam dados da empresa
- Base organizada para atender às medidas de segurança que a LGPD pede
Quem precisa da certificação ISO 27001?
Precisa da certificação a empresa cujo cliente exige o certificado ou cujo negócio depende da confiança no tratamento de dados. Nenhuma lei brasileira obriga uma empresa privada a ser certificada; a exigência vem de contratos, editais e políticas de compra.
Os perfis que mais nos procuram são empresas de software e SaaS, provedores de nuvem, data centers e hospedagem, empresas de suporte e outsourcing de TI, fintechs e prestadores de serviço para instituições financeiras, empresas de saúde digital, call centers, birôs de dados e qualquer operadora que trate grandes volumes de dados pessoais de terceiros.
Como obter a certificação ISO 27001?
A empresa obtém a certificação implantando o SGSI, mantendo-o em uso com registros e passando pela auditoria de um organismo de certificação acreditado. As etapas que seguimos em cada projeto são estas:
- Escopo: definir quais produtos, unidades, sistemas, equipes e fornecedores entram no SGSI, e o que fica fora com justificativa.
- Contexto e partes interessadas: levantar requisitos de clientes, contratos, leis como a LGPD e regras do setor.
- Análise de riscos: inventariar ativos de informação, ameaças e vulnerabilidades e avaliar probabilidade e impacto com uma metodologia documentada.
- Tratamento de riscos: decidir, para cada risco relevante, se ele é reduzido, transferido, evitado ou aceito, com aprovação do dono do risco.
- Declaração de Aplicabilidade: comparar os controles escolhidos com os 93 controles do Anexo A e justificar cada inclusão e exclusão.
- Controles e políticas: implementar o que o plano de tratamento definiu e escrever as políticas que sustentam os controles.
- Treinamento e conscientização: preparar quem opera os controles e informar todos os colaboradores sobre suas responsabilidades.
- Auditoria interna: verificar o SGSI inteiro com um auditor independente da área auditada.
- Análise crítica pela direção: a alta direção avalia resultados, riscos, incidentes e auditoria e decide melhorias.
- Auditoria de certificação: o organismo faz o estágio 1, com foco na documentação e no preparo, e o estágio 2, com foco no sistema em funcionamento.
Estágio 1 e estágio 2 da auditoria de certificação
No estágio 1, o auditor do organismo revisa o escopo, a análise de riscos, a Declaração de Aplicabilidade e as evidências de auditoria interna e análise crítica, e aponta o que impede o estágio 2. No estágio 2, ele entrevista as equipes e testa os controles na prática: acessos revogados de quem saiu, backups restaurados, mudanças aprovadas, incidentes registrados. Não conformidades encontradas precisam ser tratadas antes de o organismo decidir sobre o certificado.
Acompanhamos as duas etapas com a empresa e ajudamos a responder às constatações. A decisão de certificar é sempre do organismo.
Como escolher o organismo de certificação
Escolha um organismo acreditado para ISO/IEC 27001, por um acreditador membro dos acordos internacionais de reconhecimento, e confira se o certificado será aceito pelo cliente que o exigiu. Alguns clientes estrangeiros pedem um acreditador específico; vale perguntar antes de contratar.
Pedir proposta
Conte quem pediu o certificado e o que o seu produto faz. Respondemos com a proposta e o cronograma a partir do escopo que esse cliente vai aceitar.
Pedir proposta no WhatsAppDocumentação necessária para a ISO 27001
A documentação necessária é a que a norma pede de forma explícita mais a que a própria empresa decidir que precisa para operar os controles. A norma exige informação documentada, entre outros pontos, para:
- Escopo do SGSI (cláusula 4.3)
- Política de segurança da informação (cláusula 5.2)
- Processo de avaliação e de tratamento de riscos (cláusula 6.1)
- Declaração de Aplicabilidade (cláusula 6.1.3)
- Objetivos de segurança da informação (cláusula 6.2)
- Evidências de competência das pessoas (cláusula 7.2)
- Resultados da avaliação e do tratamento de riscos (cláusulas 8.2 e 8.3)
- Resultados de monitoramento e medição (cláusula 9.1)
- Programa e resultados de auditoria interna (cláusula 9.2)
- Resultados da análise crítica pela direção (cláusula 9.3)
- Não conformidades e ações corretivas (cláusula 10.2)
Políticas de apoio
Além do que as cláusulas pedem, os controles do Anexo A escolhidos costumam gerar políticas e procedimentos de controle de acesso, uso aceitável, classificação da informação, backup, gestão de mudanças, desenvolvimento seguro, gestão de fornecedores, resposta a incidentes e continuidade. Na nossa experiência, o erro mais comum é copiar dezenas de políticas genéricas que ninguém segue: o auditor compara o papel com a prática, e cada política que não é cumprida vira constatação.
Versão 2022: o que mudou na ISO 27001
A versão vigente é a ISO/IEC 27001:2022, que reorganizou o Anexo A em 93 controles agrupados em quatro temas: organizacionais, de pessoas, físicos e tecnológicos. A edição de 2013 tinha mais controles distribuídos em 14 domínios; vários foram fundidos e alguns novos entraram.
Desde fevereiro de 2024 vale também a emenda ISO/IEC 27001:2022/Amd 1:2024, sobre mudança do clima: na cláusula 4, a empresa precisa determinar se a mudança do clima é uma questão relevante para o SGSI. Na prática, isso entra na análise de contexto e, quando pesa, na análise de riscos, por exemplo para a disponibilidade de um data center.
Entre os controles novos estão inteligência de ameaças, segurança no uso de serviços em nuvem, prontidão de TI para a continuidade do negócio, gestão de configuração, exclusão de informação, mascaramento de dados, prevenção de vazamento de dados, monitoramento de atividades, filtragem web e codificação segura. As cláusulas também mudaram, com mais ênfase no planejamento de mudanças do SGSI e nos processos necessários para operá-lo.
A transição terminou. Pelo IAF, o prazo para migrar as certificações da versão 2013 para a 2022 acabou em 31 de outubro de 2025, e os certificados pela versão antiga deixaram de valer. Hoje toda certificação acreditada é pela ISO/IEC 27001:2022.
| Tema | Exemplos de controles |
|---|---|
| Organizacionais | Políticas, papéis e responsabilidades, inventário de ativos, controle de acesso, fornecedores, nuvem, gestão de incidentes, continuidade, requisitos legais |
| Pessoas | Seleção, termos de contratação, conscientização e treinamento, processo disciplinar, desligamento, confidencialidade, trabalho remoto |
| Físicos | Perímetros e áreas seguras, controle de entrada, mesa limpa e tela limpa, equipamentos, mídias de armazenamento, descarte |
| Tecnológicos | Dispositivos de usuário, acesso privilegiado, autenticação, malware, vulnerabilidades, backup, registros de log, redes, criptografia, desenvolvimento seguro |
Fonte: ISO, ISO/IEC 27001:2022, Anexo A
ISO 27001 e LGPD
A ISO 27001 ajuda a cumprir a LGPD, mas certificação não é o mesmo que conformidade com a lei. A Lei nº 13.709/2018, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, exige que os agentes de tratamento adotem medidas de segurança técnicas e administrativas para proteger dados pessoais de acessos não autorizados e de incidentes. É aí que o SGSI contribui: análise de riscos, controle de acesso, gestão de incidentes e de fornecedores são justamente essas medidas.
Outras obrigações da LGPD ficam fora do escopo da ISO 27001: bases legais para cada tratamento, direitos dos titulares, encarregado pelo tratamento de dados, relatório de impacto e comunicação de incidentes à ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que regulamenta e fiscaliza a lei. Uma empresa pode ser certificada e ainda assim descumprir a LGPD.
Por isso, quando a empresa trata dados pessoais, incluímos a LGPD entre os requisitos legais do contexto do SGSI e na análise de riscos. O trabalho jurídico de adequação à lei, como revisão de contratos e de avisos de privacidade, continua sendo da assessoria jurídica da empresa.
Quanto tempo demora a certificação ISO 27001?
O tempo até a certificação depende do tamanho do escopo, de quantos controles já existem na prática e da disponibilidade da equipe técnica para implantar o que falta. Uma empresa que já tem gestão de acessos, backup testado e registro de incidentes avança muito mais rápido do que outra que vai criar tudo do zero.
Há também um tempo que não dá para comprimir: o organismo quer ver o SGSI em uso, com registros de pelo menos um ciclo de monitoramento, auditoria interna e análise crítica antes do estágio 2. A agenda do organismo para as duas etapas também entra na conta. A proposta pelo WhatsApp traz o cronograma para o seu caso.
Quanto custa a certificação ISO 27001?
O custo tem três contas separadas: a consultoria, que prepara o SGSI; o organismo de certificação, que cobra as auditorias de certificação e de manutenção; e os investimentos em controles que a análise de riscos indicar, como ferramentas de autenticação, monitoramento ou backup.
O que mais pesa no valor é o número de pessoas e de locais dentro do escopo, a quantidade de sistemas e fornecedores críticos, a complexidade técnica do ambiente (nuvem própria, nuvem pública, desenvolvimento interno) e o ponto de partida da empresa. A proposta pelo WhatsApp traz o valor e o cronograma da consultoria para o seu caso, e indicamos o que a empresa precisa cotar com o organismo.
Como manter o SGSI depois da certificação?
Para manter a certificação, o SGSI precisa continuar funcionando entre as auditorias: riscos revisados quando algo muda, controles monitorados, incidentes tratados, auditoria interna e análise crítica feitas no período. O organismo volta em auditorias de manutenção e, no fim do ciclo, faz a recertificação.
Desde o início treinamos a equipe da empresa para operar o sistema sem depender da consultoria. Quem precisa de apoio externo depois pode contratar a auditoria interna ISO terceirizada, e os treinamentos preparam auditores internos e gestores do SGSI.
Certificação ISO 27001 em Curitiba, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul
A Qualimaster tem sede no Centro Cívico, em Curitiba, e prepara para a ISO 27001 empresas de tecnologia e de serviços do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Boa parte do trabalho de SGSI acontece em reuniões e revisão de documentos; entrevistas com as equipes e verificação de áreas físicas, quando o escopo tem escritório ou data center, são combinadas no formato que a proposta definir.
Perguntas frequentes
Quem emite o certificado ISO 27001?
Um organismo de certificação acreditado para ISO/IEC 27001. A consultoria prepara a empresa e acompanha a auditoria, mas não audita para certificar nem emite certificado.
A ISO 27001 é obrigatória no Brasil?
Não por lei. Ela se torna obrigatória quando um cliente, contrato ou edital exige o certificado do fornecedor.
Toda a empresa precisa entrar no escopo?
Não. O escopo pode cobrir um produto, uma plataforma ou uma unidade, desde que as fronteiras e as interfaces estejam claras e o cliente aceite esse escopo.
Empresa que usa só nuvem pública pode se certificar?
Pode. Os controles do provedor de nuvem entram como serviço de fornecedor, e a empresa responde pela parte que configura e opera.
Qual a diferença entre ISO 27001 e ISO 27002?
A ISO 27001 traz os requisitos que são auditados para a certificação; a ISO 27002 orienta como aplicar cada controle do Anexo A e não é certificável.
Fontes consultadas
- ISO: ISO/IEC 27001:2022
- IAF: Changes in the Scope of the IAF MLA During 2024-2025 (transição da ISO/IEC 27001:2022)
- Planalto: Lei nº 13.709/2018 (LGPD)
- ANPD: Autoridade Nacional de Proteção de Dados
- ISO: ISO/IEC 27001:2022/Amd 1:2024 (mudança do clima)
Atualizado em . Normas e prazos de transição mudam: confira a versão vigente antes de decidir.
Prepare a empresa para a ISO 27001
Conte o que o seu produto faz, quantas pessoas entram no escopo e qual cliente pediu o certificado. Respondemos com a proposta e o cronograma.
Pedir proposta no WhatsApp